CENTRO DE APOIO OPERACIONAL

Ação integrada do MPPE propõe atividades estratégicas para o enfrentamento dos desastres causados pelas chuvas - 06/05/2026

O projeto institucional busca tornar os municípios pernambucanos mais preparados e resilientes diante das chuvas.


06/05/2026 - Diante dos desafios, riscos e prejuízos causados pelas chuvas, cabe ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) acompanhar se os abrigos oferecem itens básicos e atendimento de saúde, se há cadastro das famílias atingidas, bem como se crianças, idosos, pessoas com deficiência e gestantes recebem algum tipo de atendimento prioritário. Também há o acompanhamento quanto aos auxílios concedidos e com critérios claros, entre outras medidas a serem tomadas pelas Promotorias de Justiça. Mas há uma atuação nem sempre visível durante a tragédia, mas que pode salvar vidas antes que ela ocorra: a prevenção.

O projeto institucional Tempo de Cuidar do MPPE, que se encontra disponível para adesão pelos promotores de Justiça, busca tornar os municípios pernambucanos mais preparados e resilientes diante das chuvas, fomentando uma atuação coordenada no acompanhamento e monitoramento de políticas públicas de proteção e defesa civil. São medidas para reduzir prejuízos e mais sofrimentos de quem já está em situação de vulnerabilidade e prevenir com planejamento, participação social e atuação firme do MPPE. As pessoas afetadas não moram em áreas de risco por escolha. Trata-se de um desafio que persiste.

De acordo com a promotora de Justiça Belize Câmara e coordenadora do CAO Meio Ambiente, o projeto funciona através de uma ação coordenada em quatro passos: (1) escuta social com moradores de áreas de risco e movimentos sociais para entender a realidade; (2) diagnóstico técnico através de audiências com a defesa civil local e do Estado; (3) Assinatura de Termo de Compromisso, no qual o município se compromete com diversas obrigações e prazos perante o MPPE ou propositura de ação judicial; (4) o monitoramento constante do cumprimento das obrigações.
 
Entre as medidas exigidas estão: estruturação da Defesa Civil com equipe e equipamentos adequados; mapeamento georreferenciado das áreas de risco; elaboração e divulgação anual dos Planos de Contingência com participação da sociedade; definição prévia de abrigos, preferencialmente em prédios não escolares; realização de simulações com a população; criação de canais diretos de comunicação; transparência na concessão de auxílios; garantia de condições dignas nos abrigos (com colchões, higiene, alimentação, água potável, equipe de saúde e assistência social); e criação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil. 

Em razão da atuação do GACE Chuvas, 10 municípios em Pernambuco já assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta: Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Goiana, Jaboatão, Macaparana, Olinda, São José da Coroa Grande, São Vicente Férrer, Nazaré da Mata e Moreno. 

Saiba mais no hotsite do Projeto Tempo de Cuidar.

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06/08/2026

MPPE reforça combate ao feminicídio em campanha nacional voltada a vigilantes
A presença do MPPE foi marcada com a palestra “Políticas de Enfrentamento ao Feminicídio", ministrada pela Coordenadora do NAM, promotora de Justiça Maísa Oliveira.

 

06/08/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por intermédio do Núcleo de Apoio à Mulher (NAM), participou como palestrante na “Campanha Nacional: Vigilantes Contra Feminicídio”, sob a coordenação da Polícia Federal e organizada, em Pernambuco, pelo Sindicato dos Vigilantes de Pernambuco (SINDESV-PE). O evento ocorreu no dia 30 de julho, no auditório do Sindicato. A presença do MPPE foi marcada com a palestra “Políticas de Enfrentamento ao Feminicídio", ministrada pela Coordenadora do NAM, promotora de Justiça Maísa Oliveira.

“É oportuno falar para profissionais de vigilância, pois precisamos cada vez mais disseminar a cultura do respeito às mulheres, compreender o ciclo da violência e buscar formas de proteção contra o feminicídio. Tivemos a oportunidade de orientar como atuar de maneira a prevenir situações mais graves e proteger efetivamente as mulheres, considerando que os profissionais de vigilância têm um papel essencial nessas situações. Foi destacado, também, o respeito aos direitos das vítimas, em especial o direito à imagem e à não disseminação de registros da violência, que devem ser resguardados e encaminhados apenas para a autoridade competente”, explicou a Promotora de Justiça.

A “Campanha Nacional: Vigilantes Contra Feminicídio” tem como público alvo profissionais Vigilantes, principalmente homens, buscando a sensibilização e capacitação desse público para saber como identificar e agir em situações de violência contra as mulheres. A ação contou ainda com apresentação das secretarias municipal e estadual da Mulher, com debates sobre a proteção à mulher e enfrentamento à violência em todas as suas formas.

A atividade de serviços de vigilância patrimonial e de valores ainda é pouco ocupada por mulheres: apenas 15%. Oitenta e cinco por cento dos vigilantes atuando com Carteira de Trabalho assinada no Brasil são homens.

Vários setores da segurança privada participam da ação, prevista para ocorrer em âmbito nacional, contemplando trabalhadores e representantes de sindicatos, confederações, escolas e empresas. A iniciativa conta, em âmbito nacional, com a coordenação de representantes da Polícia Federal (PF).


04/08/2026

MPPE participa de evento solidário em Tamandaré
Foram realizadas palestras, orientações e disponibilização de materiais informativos para levar a atuação ministerial ao público, proporcionando visibilidade e acesso ao MPPE

 

04/08/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) esteve representado no evento Dia da Solidariedade, organizado pelo Padre Arlindo, pároco da Capela São Pedro e diretor da Creche Padre Enzo, no município de Tamandaré. Com o objetivo de garantir o fortalecimento das políticas públicas, várias organizações se juntaram e promoveram um mutirão de serviços e assistência para a população em situação de vulnerabilidade. 

No evento, em 17 de julho, foram realizadas palestras, orientações e disponibilização de materiais informativos para levar a atuação ministerial ao público, proporcionando visibilidade e acesso ao MPPE.

Segundo o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Cidadania (CAO Cidadania), Fabiano Pessoa, a atuação dos promotores foi na apresentação das construções de rede à proteção social do MPPE, falando sobre a questão das vulnerabilidades e da garantia dos direitos de prestação social. A programação também incluiu a realização de uma Oficina de Proteção e Garantia dos Direitos Humanos aos indivíduos que estão nos serviços assistenciais, informando à comunidade sobre noções básicas de como acessar esses direitos.

A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Direitos LGBTQIAPN+ do MPPE Maria José Mendonça pontuou que a participação do Núcleo foi voltada para as ações de enfrentamento a qualquer forma de preconceito e violência. Ela ressaltou que os canais de denúncia e as medidas jurídicas aplicadas visam assegurar o respeito à diversidade.

A iniciativa também contou com a participação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), da Secretaria de Habitação do Estado, da Defensoria Pública e da Polícia Militar (PMPE).


03/08/2026

MPPE participa de debate, em Serra Talhada, sobre justiça social, população de rua e tolerância religiosa
O evento foi realizado na sede local do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

03/08/2026 - Representantes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) participaram, na manhã desta sexta-feira (31), em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, de encontro promovido pela Diocese de Afogados da Ingazeira, na mesma região, sobre justiça social, população de rua e tolerância religiosa. O evento foi realizado na sede local do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O MPPE integra, no território, o Comitê da População de Rua (Comitê Pop Rua), que reúne sociedade civil e poder público para discussão de políticas de promoção da cidadania e da assistência social.

O Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier, e o Promotor de Justiça Carlênio Mário Lima Brandão, de Serra Talhada, colaboraram com o debate. Também participaram os Promotores Jéssica Xavier, de Serra Talhada, e Renan Souza, de Custódia. O evento reuniu o bispo de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, párocos, membros de pastorais da Igreja Católica, representantes de outras religiões, do movimento popular, do governo municipal, do comércio, do Senac e da Cáritas Brasileira, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que realiza a Caravana da Democracia no Semiárido. 

“A situação de rua não está necessariamente relacionada à situação de pobreza, mas sempre expõe violação de direitos. Muitos ali estão pelo sofrimento psíquico ou emocional, pelas divergências familiares e dependência do uso de drogas. Alguns tinham a vida estruturada, trabalhavam e moravam com a família, mas, diante de alguma situação, sem contar com apoio, passaram a essa condição de exclusão. Defensor da justiça e dos direitos humanos, o MPPE está atento às faces desse problema e da busca de soluções”, afirmou o Procurador-Geral de Justiça na abertura do debate. Segundo ele, cabe aos representantes do Ministério Público exigir políticas públicas para atendimento à população de rua. “É nosso dever ajudar a encontrar soluções, podemos fazer a diferença na vida das pessoas, promover a transformação social”.

O Promotor de Justiça Carlênio Mário Brandão, de Serra Talhada e integrante do Comitê Pop Rua da localidade, afirmou que quase um terço da população de Serra Talhada está em situação de pobreza, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). “Segundo dados registrados pelo Cadastro Único, há quase 100 pessoas em situação de rua no município, mas esse número pode estar subestimado”,  enfatizou.   O representante do MPPE também lembrou que morar na rua não é uma escolha de vida, mas resultado, em muitos casos, de violação sistemática de direitos. Ao final, ele apresentou dados do MP SUAS, criado pelo Centro de Apoio em Defesa da Cidadania do MPPE, para o fortalecimento das proteções básica e especial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), desenvolvidas pelos centros de referência (CRAS e CREAS) nos municípios pernambucanos.