CENTRO DE APOIO OPERACIONAL

Em sua terceira edição, iniciativa do MPPE, Prefeitura de Palmares e Abrigo São Francisco de Assis, cria e fortalece laços entre pessoas idosas acolhidas e estudantes, por meio da arte


O encontro ocorreu na sede do Centro de Treinamento São João XXIII, da Diocese de Palmares.

21/05/2024 - Por meio da arte e da troca de vivências, estudantes de escolas municipais de Palmares e pessoas idosas que vivem no Abrigo São Francisco de Assis estão construindo e fortalecendo laços de fraternidade.

Esse é um dos objetivos do Encontro Geracional de Palmares, que realizou na última quinta-feira (16) sua terceira apresentação de trabalhos artísticos. O encontro ocorreu na sede do Centro de Treinamento São João XXIII, da Diocese de Palmares.

Criado em 2021, o Encontro Geracional pretende aproximar a vivacidade de  crianças e adolescentes e a experiência de pessoas idosas acolhidas na instituição de longa permanência de Palmares.

Para tanto, são programados pré-encontros em que idosos e estudantes desenvolvem, semanalmente, atividades de culinária, jardinagem, contação de história, pintura, dança e canto, a partir de potenciais individuais identificados. Este ano, foram 58 (cinquenta e oito) pessoas idosas e 75 (setenta e cinco) estudantes (crianças e adolescentes) envolvidos.

De acordo com a 1ª Promotora de Justiça Cível de Palmares, Carolina de Moura, o Estatuto do idoso (art.3º, IV) prescreve a viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio da pessoa idosa com as demais gerações. Então, assim, pode-se dizer que “O encontro geracional é uma iniciativa de sucesso. Graças ao engajamento dos parceiros, é possível efetivar o Direito à prioridade absoluta e à convivência comunitária relativo às pessoas idosas”, destacou a Promotora de Justiça.

Para as pessoas idosas, a participação no Encontro Geracional trouxe ganho de autoestima, além de uma troca de experiências com as crianças e adolescentes.

"O que a gente vê é uma expectativa, inclusive, para o quarto encontro. Isso faz com que a gente tenha certeza que eles se sentem protagonistas de suas histórias e aptidões artísticas, renovando-se no convívio com os mais jovens ", complementou Carolina de Moura.

Do ponto de vista dos estudantes a experiência traz uma oportunidade de ter contato com outras perspectivas de vida e desenvolver o sentimento de empatia, como explica a Secretária de Educação de Palmares, Elizângela Neves.

"Não dá para a gente falar em um mundo melhor sem o acolhimento dos nossos idosos. Momentos como esse, de troca de afeto e de experiências, têm um papel pedagógico muito importante. Percebi, durante o acompanhamento do projeto, que de fato há um exercício de se colocar no lugar do outro, especialmente quando falamos da pessoa idosa, que representa o futuro de todos nós", afirmou Elizângela Neves.

Já a Secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania de Palmares, Raquel Melo, pontuou a importância da valorização dos idosos que vivem em abrigamento, tendo em vista que a separação do convívio familiar geralmente está ligada a uma situação de vulnerabilidade social.

"É muito gratificante ver esse convívio. Eles se sentem úteis, valorizados, não apenas hoje mas nas oficinas semanais, durante as atividades. Esse contato permite aos idosos interagir, conviver e passar suas histórias de vidas e suas sabedorias", ressaltou.

Coordenador do abrigo São Francisco de Assis, o padre Tadeu Rocha destaca que o contato com os estudantes representa, para os idosos, uma volta ao passado, que faz com que ele se fortaleça.

“Desde março, quando começaram os encontros desse ano, eles tomaram um novo vigor, uma nova alegria para as atividades, inclusive as escolares, por exemplo, já que temos no abrigo uma turma de educação de jovens e adultos (EJA). E por isso buscamos cada vez mais esse tipo de encontro, que integra esses dois públicos. É uma realização ver crianças que vão para o abrigo e conversam com idosos com familiaridade, como se os tivessem adotado como mais uma avó ou mais um avô”, complementou.

Durante o evento, as pessoas idosas e os estudantes cantaram, em forma de coral, tocaram instrumentos musicais (com o destaque para o pandeiro), declamaram poesias, foram entrevistados (contação de histórias), apresentaram resultado da plantação de mais de 60 (sessenta) mudas, alocadas em pequenos vasos e distribuíram doces (marshmalows), carinhosamente construídos na cozinha do abrigo para todos os convidados.

Encontro intergeracional da Promotoria de Palmares

Confira também na TV MPPE: 

 

 

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12/01/2026

MPPE realiza II Seminário “Territórios Quilombolas” e fortalece diálogo com comunidades tradicionais no Agreste
Seminário é um compromisso institucional com a escuta, o respeito e a valorização das comunidades quilombolas


 

12/01/2026 - O Ministério Público de Pernambuco, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania, promoveu o II Seminário “Territórios Quilombolas”, visando fortalecer o diálogo com as comunidades tradicionais no Agreste. O evento ocorreu em Caruaru, em 18 de dezembro passado, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Caruaru, contou com a parceria da Universidade Federal de Pernambuco – Unidade Acadêmica do Agreste (UFPE/CAA).

Reunindo representantes do poder público, da sociedade civil e, sobretudo, das comunidades quilombolas, o seminário proporcionou um espaço estratégico de escuta qualificada e reconhecimento das comunidades tradicionais do Agreste pernambucano. Estiveram presentes representantes das comunidades quilombolas Serra Verde, Carapotós e Guaribas.

A abertura foi marcada pelo simbolismo cultural, com a execução do Hino Nacional Brasileiro e do Hino de Pernambuco, tocado pelo Mestre Marcos do Pífano, do Quilombo de Carapotós, destacando a ancestralidade e a centralidade da cultura quilombola no evento.

A mesa de abertura contou com a participação do Promotor de Justiça Itapuan de Vasconcelos Sobral Filho, anfitrião do seminário; de Márcia do Angico, liderança quilombola estadual; do professor da UFPE e  coordenador do Laboratório de Antropologia, Sandro Guimarães. Além disso, também estiveram presentes a professora Joselma Franco (UFPE/CAA), a advogada Fabiana Lira, representante da Comissão de Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa da OAB Caruaru; e Petrúcio Cruz, coordenador de Igualdade Racial da Prefeitura de Caruaru.

Na programação acadêmica, os docentes da UFPE/CAA contribuíram com palestras: a professora Maria Fernanda dos Santos Alencar abordou as políticas públicas para a Educação de Jovens e Adultos, do Campo e Quilombola; e o professor José Ivanildo Felisberto de Carvalho discutiu estudos decoloniais e afrocentrados na Educação Matemática.

“Este seminário é um compromisso institucional com a escuta, o respeito e a valorização das comunidades quilombolas. O Ministério Público não pode atuar distante da realidade dos territórios; é preciso construir soluções com quem vive e preserva esses espaços, garantindo políticas públicas efetivas e o reconhecimento histórico que essas comunidades merecem”, destacou o Promotor de Justiça Itapuan de Vasconcelos Sobral Filho.

II Seminário ‘Territórios Quilombolas’


09/01/2026

MPPE cria núcleo para mediar conflitos de terra e garantir direito à moradia
A resolução destaca que o direito à moradia e o acesso à terra são direitos fundamentais que exigem uma resposta articulada

 

09/01/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deu mais um passo para enfrentar a complexidade dos conflitos agrários e urbanos no Estado. Através da Resolução PGJ nº 31/2025, assinada pelo Procurador-Geral de Justiça José Paulo Xavier, foi instituído o Núcleo de Soluções Fundiárias (NUSF). O novo órgão nasce com a missão estratégica de promover a paz social e buscar saídas consensuais para as disputas coletivas de terra.

Vinculado ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania (CAO Cidadania), o NUSF terá atuação em todo o território pernambucano e será coordenado pelo Promotor de Justiça Leonardo Caribé, que já atua na resolução de conflitos fundiários. A iniciativa responde a um diagnóstico do Grupo de Atuação Conjunta Especializada (GACE) Conflitos Fundiários, que apontou o crescimento de casos envolvendo remoções forçadas e ocupações desordenadas em áreas rurais e urbanas.

Diferente de uma atuação meramente litigiosa, o NUSF prioriza a mediação e a autocomposição. A resolução destaca que o direito à moradia e o acesso à terra são direitos fundamentais que exigem uma resposta articulada. O núcleo funcionará como uma central de inteligência, realizando o mapeamento contínuo de conflitos e monitorando ações judiciais para evitar a fragmentação do tratamento desses casos.

Segundo o texto da resolução, o objetivo é garantir que o Ministério Público atue de forma mais efetiva na defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais, reconhecendo a função social da propriedade.

Entre as suas funções, destacam-se a realização de vistorias diretas nas áreas de conflito para elaboração de relatórios que instruirão processos judiciais e extrajudiciais; condução de audiências públicas e sessões de mediação para buscar soluções pacíficas antes de despejos ou reintegrações de posse, com a devida da anuência do promotor de Justiça natural; monitoramento da execução de programas de Habitação de Interesse Social (HIS) e de regularização fundiária; representação do MPPE junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a órgãos de reforma agrária; e ativação de protocolos específicos em casos de graves violações aos direitos humanos.

O NUSF dará suporte técnico e jurídico aos promotores de Justiça de todo o Estado. Para casos de alta complexidade, o coordenador poderá solicitar a criação de um GACE para reforçar as investigações e ações.

O núcleo contará ainda com o suporte técnico da Gerência Executiva Ministerial de Apoio Técnico (GEMAT) e, quando necessário, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Núcleo de Inteligência (NIMPPE), assegurando que a análise dos conflitos seja acompanhada de dados precisos e segurança institucional.

Com a criação do NUSF, o MPPE alinha-se às diretrizes do Supremo Tribunal Federal (ADPF 828/DF) e do Conselho Nacional de Direitos Humanos, que recomendam que os despejos coletivos sejam precedidos de ampla mediação para mitigar impactos sociais sobre populações vulneráveis.

 


18/12/2025

NAM lança painel para acompanhar a rede de proteção às mulheres e monitorar os casos de violência
O Ciranda Lilás foi Lançado em setembro de 2025 pelo NAM/MPPE.

 

18/12/2025 - O Núcleo de Apoio à Mulher (NAM) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lançou, na tarde da última terça-feira (16), dentro da programação festiva da Semana do Ministério Público, o Painel Ciranda Lilás. A ferramenta reúne informações importantes voltadas ao acompanhamento dos casos de violência contra a mulher em todo o Estado, bem como monitorar a instalação e o funcionamento da rede de proteção. Em seguida, os presentes participaram de uma roda de ciranda, puxada pela Rainha da Ciranda e Patrimônio Vivo de Pernambuco, Lia de Itamaracá, que também é apoiadora do projeto.

"O painel, dentro do projeto Ciranda Lilás, funciona como uma ferramenta de mapeamento da rede de articulação, de identificação de onde estão ocorrendo as violações de direitos, além de trazer o mapeamento dos serviços oferecidos em cada município para, dessa forma, poder dar suporte para uma atuação mais efetiva e qualificada do Ministério Público", explicou a Coordenadora do NAM, Promotora de Justiça Maísa Oliveira. No combate à violência contra as mulheres o MPPE atua em três eixos: proteção às vítimas de violência, responsabilização dos agressores e fortalecimento da rede de proteção.

O painel é composto de sete seções: População de mulheres em Pernambuco e por município; Crimes e violações de direitos; Dados do Disque 100 (Serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para o recebimento de denúncias de violações de direitos humanos e que dissemina informações sobre direitos de grupos vulneráveis); Atuação do Ministério Público nas violações de direitos; Legislação e orçamento para políticas para mulheres nos municípios; Rede de proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres nos municípios; e relação das Secretaria Municipais, Centros de Referência e Conselhos Municipais de Defesa e Proteção às Mulheres.

PROJETO E ATUAÇÃO - O Ciranda Lilás foi Lançado em setembro de 2025 pelo NAM/MPPE, com o objetivo fortalecer e articular, em todo o Estado, a rede de atendimento, acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência, contribuindo para a prevenção do feminicídio. Inspirado na ciranda, expressão cultural que simboliza união e inclusão, o projeto convida instituições públicas, movimentos sociais e o sistema de Justiça a "darem as mãos" em uma atuação integrada e humanizada.

Desde o seu lançamento, o Ciranda Lilás vem promovendo diálogo entre as Promotorias de Justiça, secretarias estaduais e municipais, serviços de saúde e de assistência social, segurança pública e diversas organizações feministas, buscando evitar a revitimização e facilitar o acesso das mulheres aos serviços. A iniciativa também reforça o papel articulador do MPPE na indução de políticas públicas, na descentralização do atendimento — com a criação de unidades regionais do NAM e do Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência (NAV) — e no aprimoramento das respostas institucionais à violência de gênero em Pernambuco.

Na terça-feira (16), durante a solenidade de lançamento do Painel Ciranda Lilás, no auditório do Centro Cultural Rossini Alves Couto (Esquina da Rua do Hospício com a Avenida Visconde de Suassuna), no bairro de Santo Amaro - Recife, estiveram presentes representantes do MPPE, da Corregedoria Nacional do Ministério Público, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Defensoria Pública do Estado (DPE) e diversas entidades e associações de defesa dos direitos das mulheres.