Indústria de alimentos em Vitória de Santo Antão assegura investimentos e melhorias em procedimentos sanitários como resultado da atuação do MPPE - CAOs
Indústria de alimentos em Vitória de Santo Antão assegura investimentos e melhorias em procedimentos sanitários como resultado da atuação do MPPE
Escolha por uma solução negociada possibilitará a correção de eventuais irregularidades no processamento de produtos de origem animal.
29/05/2024 - A empresa BRF SA se comprometeu, mediante a celebração de dois termos de ajustamento de conduta (TACs) perante o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a fortalecer procedimentos sanitários e realizar investimentos de R$ 550 mil na sua planta industrial localizada em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado.
Essa escolha por uma solução negociada possibilitará a correção de eventuais irregularidades no processamento de produtos de origem animal, identificadas durante as fiscalizações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As autuações realizadas pelo Mapa resultaram na abertura de 11 inquéritos civis e no ajuizamento de duas ações civis públicas pela 18ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Defesa do Consumidor).
Além de implementar as melhorias, a BRF SA também se comprometeu em recolher ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor o valor de R$ 1,3 milhão, a serem depositados em quatro parcelas mensais.
Em contrapartida, o MPPE se comprometeu a promover o arquivamento dos inquéritos civis e requerer a homologação dos TACs nas ações civis públicas, diante do encaminhamento das providências para garantir que os produtos da fábrica de Vitória de Santo Antão contarão com mais controle nos processos produtivos, incrementando a segurança dos itens oferecidos aos consumidores.
Conforme os TACs, celebrados perante o Promotor de Justiça Édipo Soares, o investimento na melhoria da unidade industrial devem ser iniciados em até 12 meses e concluídos no prazo máximo de 24 meses. Durante a vigência dos TACs, a empresa ficará sujeita a multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento de qualquer um dos compromissos assumidos.
Os TACs foram publicados no Diário Oficial Eletrônico do MPPE de 17 de maio.
ENTENDA AS PROVIDÊNCIAS - Ainda durante a tramitação dos inquéritos civis, a BRF SA apresentou ao Ministério Público suas rotinas de segurança no processo produtivo, medidas de rastreabilidade dos produtos e programas de autocontrole baseado em boas práticas de fabricação e análise de perigos e pontos críticos de controle. O primeiro compromisso assumido pela BRF SA foi o de manter em funcionamento esses programas.
Essas providências têm como finalidade evitar a contaminação microbiológica dos alimentos, bem como a possibilidade de reter produtos que causem risco à saúde do consumidor antes da sua comercialização.
Além disso, a BRF SA se comprometeu em realizar monitoramento periódico dos itens produzidos e dos ingredientes utilizados, com testes mensais das linhas de produção de salsichas, linguiças, presunto, apresuntado e mortadela.
Outro item que será acompanhado com regularidade é a qualidade da água utilizada nos processos industriais, que será alvo de testes microbiológicos. Os resultados desses testes serão comunicados ao MPPE.
Caso sejam constatadas amostras fora dos limites estabelecidos pelas normas sanitárias, a empresa deverá bloquear o lote do produto envolvido, abrir investigação interna, identificar a causa da irregularidade e adotar ações corretivas e preventivas dentro de três dias.
Para concluir, se houver a necessidade de recolher alimentos já disponibilizados aos pontos de venda, a BRF SA se comprometeu a veicular mensagem de alerta para as lojas, clientes e consumidores finais, contendo as informações exigidas sobre o processo de recolhimento dos produtos (marca, lote, prazo de validade do produto, identificação da empresa interessada, motivo do recolhimento e os riscos sanitários aos consumidores).
Tal mensagem deve ser veiculada até que todos os itens impróprios sejam recolhidos ou até seis meses após a data de expiração dos referidos produtos.
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04/08/2026
MPPE participa de evento solidário em Tamandaré
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No evento, em 17 de julho, foram realizadas palestras, orientações e disponibilização de materiais informativos para levar a atuação ministerial ao público, proporcionando visibilidade e acesso ao MPPE.
Segundo o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Cidadania (CAO Cidadania), Fabiano Pessoa, a atuação dos promotores foi na apresentação das construções de rede à proteção social do MPPE, falando sobre a questão das vulnerabilidades e da garantia dos direitos de prestação social. A programação também incluiu a realização de uma Oficina de Proteção e Garantia dos Direitos Humanos aos indivíduos que estão nos serviços assistenciais, informando à comunidade sobre noções básicas de como acessar esses direitos.
A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Direitos LGBTQIAPN+ do MPPE Maria José Mendonça pontuou que a participação do Núcleo foi voltada para as ações de enfrentamento a qualquer forma de preconceito e violência. Ela ressaltou que os canais de denúncia e as medidas jurídicas aplicadas visam assegurar o respeito à diversidade.
A iniciativa também contou com a participação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), da Secretaria de Habitação do Estado, da Defensoria Pública e da Polícia Militar (PMPE).
03/08/2026
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03/08/2026 - Representantes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) participaram, na manhã desta sexta-feira (31), em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, de encontro promovido pela Diocese de Afogados da Ingazeira, na mesma região, sobre justiça social, população de rua e tolerância religiosa. O evento foi realizado na sede local do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O MPPE integra, no território, o Comitê da População de Rua (Comitê Pop Rua), que reúne sociedade civil e poder público para discussão de políticas de promoção da cidadania e da assistência social.
O Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier, e o Promotor de Justiça Carlênio Mário Lima Brandão, de Serra Talhada, colaboraram com o debate. Também participaram os Promotores Jéssica Xavier, de Serra Talhada, e Renan Souza, de Custódia. O evento reuniu o bispo de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, párocos, membros de pastorais da Igreja Católica, representantes de outras religiões, do movimento popular, do governo municipal, do comércio, do Senac e da Cáritas Brasileira, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que realiza a Caravana da Democracia no Semiárido.
“A situação de rua não está necessariamente relacionada à situação de pobreza, mas sempre expõe violação de direitos. Muitos ali estão pelo sofrimento psíquico ou emocional, pelas divergências familiares e dependência do uso de drogas. Alguns tinham a vida estruturada, trabalhavam e moravam com a família, mas, diante de alguma situação, sem contar com apoio, passaram a essa condição de exclusão. Defensor da justiça e dos direitos humanos, o MPPE está atento às faces desse problema e da busca de soluções”, afirmou o Procurador-Geral de Justiça na abertura do debate. Segundo ele, cabe aos representantes do Ministério Público exigir políticas públicas para atendimento à população de rua. “É nosso dever ajudar a encontrar soluções, podemos fazer a diferença na vida das pessoas, promover a transformação social”.
O Promotor de Justiça Carlênio Mário Brandão, de Serra Talhada e integrante do Comitê Pop Rua da localidade, afirmou que quase um terço da população de Serra Talhada está em situação de pobreza, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). “Segundo dados registrados pelo Cadastro Único, há quase 100 pessoas em situação de rua no município, mas esse número pode estar subestimado”, enfatizou. O representante do MPPE também lembrou que morar na rua não é uma escolha de vida, mas resultado, em muitos casos, de violação sistemática de direitos. Ao final, ele apresentou dados do MP SUAS, criado pelo Centro de Apoio em Defesa da Cidadania do MPPE, para o fortalecimento das proteções básica e especial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), desenvolvidas pelos centros de referência (CRAS e CREAS) nos municípios pernambucanos.
03/08/2026
MPPE promove capacitação para fortalecer atendimento humanizado a mulheres e pessoas idosas
03/08/2026 - A Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP/MPPE), realizou o curso "Ouvidoria Cidadã: Atendimento Humanizado com Foco na Mulher e na Pessoa Idosa". A capacitação reuniu, no dia 29 de julho, integrantes da Ouvidoria, secretários ministeriais e recepcionistas que atuam na Região Metropolitana do Recife (RMR) com o objetivo de fortalecer o atendimento prestado ao público, qualificando o acolhimento de mulheres em situação de violência e de pessoas idosas em condição de vulnerabilidade.
A formação integra uma trilha de aprendizagem desenvolvida pela ESMP em parceria com a Ouvidoria, iniciada em 2025, voltada à qualificação do atendimento a grupos historicamente vulnerabilizados. Nesta edição, as atividades foram conduzidas pela coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher (NAM), promotora de Justiça Maísa Silva e pela coordenadora do Núcleo da Pessoa Idosa (NUPI), promotora de Justiça Irene Cardoso; e pela ouvidora-geral, promotora de Justiça Maria Lizandra Carvalho.
Na abertura, a diretora da ESMP, promotora de Justiça Carolina de Moura Cordeiro Pontes, explicou que a proposta da capacitação é oferecer ferramentas práticas para os profissionais que atuam como porta de entrada da instituição. "Vocês são a porta de entrada de todas as reclamações. A partir das demandas que a Ouvidoria recebe, o Ministério Público também aprende a se colocar, porque é o reflexo do que a sociedade pensa e do que ela está precisando. Vocês são essa ponte muito importante e a gente precisa que ela seja bastante robusta", afirmou.
Durante a capacitação, a promotora de Justiça Irene Cardoso abordou boas práticas para o atendimento à pessoa idosa, destacando a importância do uso de linguagem respeitosa, acessível e livre de estigmas. Ela chamou atenção para a necessidade de evitar a infantilização desse público, dirigindo-se sempre diretamente à pessoa idosa e utilizando uma comunicação clara e inclusiva. Também defendeu o emprego da expressão "pessoa idosa", em substituição a termos que possam reforçar estereótipos ou discriminação.
Já a coordenadora do NAM, promotora de Justiça Maísa Silva, destacou que o atendimento às mulheres em situação de violência deve ser pautado pela escuta qualificada e pela compreensão das desigualdades de gênero que atravessam essas situações. Ela alertou que muitas vítimas chegam aos órgãos públicos carregando sentimentos de culpa, resultado de uma cultura que frequentemente responsabiliza a mulher pela violência sofrida. "A mulher chega para o atendimento esperando que a gente aja de acordo com esse conceito social. Muitas vezes, o nosso papel é justamente mostrar que ela não é culpada pela violência que sofre", afirmou.
Ao longo da exposição, Maísa Silva também ressaltou a importância de uma atuação fundamentada nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da não discriminação. Segundo ela, o atendimento deve considerar as diferentes vulnerabilidades enfrentadas pelas vítimas, especialmente quando gênero, raça, idade e condição social se sobrepõem, garantindo um acolhimento humanizado e livre de preconceitos.
A promotora de Justiça ainda apresentou dados que evidenciam a necessidade de fortalecer a rede de acolhimento. Entre eles, destacou que mais da metade das mulheres vítimas de violência procura inicialmente familiares, amigos ou instituições religiosas, e não os órgãos do sistema de Justiça. Para ela, esse cenário reforça a responsabilidade das instituições públicas em oferecer um atendimento acolhedor e qualificado, capaz de incentivar as vítimas a buscar proteção e acessar os seus direitos.
O curso integra as ações permanentes do MPPE voltadas ao fortalecimento da escuta qualificada e da humanização dos serviços prestados à população, contribuindo para que o atendimento institucional seja cada vez mais inclusivo, acessível e sensível às especificidades de mulheres e pessoas idosas.





