MPPE busca garantir continuidade do programa de proteção aos adolescentes ameaçados de morte no Estado - CAOs
MPPE busca garantir continuidade do programa de proteção aos adolescentes ameaçados de morte no Estado
15/03/2023 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio das 32ª e 33ª Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, ingressou com ação civil pública (ACP Nº 0063254-41.2022.8.17.2001) em face do Estado de Pernambuco, requerendo uma série de medidas para garantir a continuidade do Programa de Proteção aos Adolescentes Ameaçados de Morte no Estado (PPCAAM) e do atendimento emergencial de adolescentes, desacompanhados ou não. A ação, ajuizada em junho de 2022, ainda aguarda julgamento. Foi peticionado pedido de julgamento antecipado, em razão da ausência de contestação pelo Estado.
“Na forma como se encontra atualmente, o fluxo de atendimento ao adolescente ameaçado de morte pela rede de proteção tem contribuído para o cenário de insegurança do adolescente que não conta com familiar para acompanhá-lo, principalmente, pela demora no atendimento pelo PPCAAM”, ressaltou a promotora de Justiça Rosa Maria Salvi da Carvalheira, no texto da ação.
Dessa forma, foi requerido o deferimento da tutela de urgência a fim de determinar que o Estado de Pernambuco garanta a continuidade do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte em Pernambuco, por execução direta ou indireta; bem como o atendimento emergencial de criança e adolescente ameaçado de morte, inclusive aqueles desacompanhados de responsável legal, levando em consideração a procedência, gravidade e iminência da coação ou ameaça.
Neste último caso, a criança ou adolescente poderá ser colocada provisoriamente sob a custódia do Estado, através de serviço especializado de proteção provisória ou acolhido institucionalmente em localidade distinta do município de residência habitual.
Na ACP, foi requerido ainda o deferimento da tutela antecipada, determinando que o Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, adote as medidas cabíveis para manter as crianças e adolescentes já incluídos no programa de proteção até a cessação da ameaça, independentemente do término de vigência do termo de colaboração, apresentando planejamento de transferência compatível com a proteção integral do ameaçado, acaso necessário.
Além disso, foi requerido que o Estado de Pernambuco demonstre as medidas adotadas para garantir a continuidade do PPCAAM/PE, apresentando instrumento de execução indireta ou planejamento e fluxo de atendimento, no caso de execução direta; e garanta o atendimento emergencial de criança e adolescente ameaçados de morte, inclusive aqueles desacompanhados de responsável legal.
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15/09/2026
MPPE recomenda a criação do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres no prazo de 90 dias
15/09/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Iati, recomendou que a Prefeitura institua, formalmente, um Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e crie o Fundo Municipal de Políticas para as Mulheres, com orçamento específico previsto nos instrumentos orçamentários do Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA).
A recomendação é para que, num prazo de 90 dias, se crie formalmente, por meio de lei, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres. A criação do órgão deve conter a definição da sua composição, atribuições e calendário de atividades. Além disso, o município deve criar e regulamentar o Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres, com definição orçamentária baseada no PPA, LDO e LOA.
A gestão municipal deve constituir a Câmara Técnica Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e promover uma Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, preferencialmente em articulação com a V Conferência Nacional. Da mesma forma, foi recomendada a elaboração de um Plano Municipal de Metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme determina a Lei nº 14.899/2024.
Por último, deverá ser feita a estruturação formal de um Centro de Atendimento à Mulher (CEAM ou equipamento equivalente) com serviços especializados, equipe multidisciplinar e funcionamento em coerência com as diretrizes nacionais.
A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Jouberty Emerson Rodrigues de Sousa, reiterou que a existência de um Conselho Municipal dos Direitos em Iati constitui um órgão de controle social que viabiliza a participação da sociedade civil na formulação, no acompanhamento e na fiscalização das políticas públicas municipais voltadas às mulheres.
A íntegra do documento pode ser consultada no Diário Oficial do MPPE do dia 14 de setembro de 2026.




