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MPPE consegue na Justiça que Prefeitura apresente dados e plano pedagógico para promover educação inclusiva

Prefeitura precisa prestar informações sobre iniciativas que contemplem estudantes com deficiência 

15/08/2024 - Com a finalidade de garantir o acesso de pessoas com deficiência à educação, o Ministério Público de Pernambuco ingressou com Ação Civil Pública na Vara Única da Comarca de Águas Belas e conseguiu decisão judicial para que a Prefeitura apresente relatório detalhado e atualizado pela Secretaria Municipal de Educação, onde conste o nome de todos os alunos com deficiência, com seus dados pessoais completos e informação acerca de qual estabelecimento de ensino em que foi realizada a respectiva matrícula escolar.

Foi ainda determinado que a Prefeitura informe se existe plano de ação pedagógica específico – Plano de Desenvolvimento Individual, para os alunos com deficiência já matriculados na Rede Municipal de Ensino, assim como se existe procedimento licitatório em curso, para implantação de edificações adequadas e de acordo com a NBR 9050 (norma que estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações quanto às condições de acessibilidade), a fim de garantir a acessibilidade aos alunos.

A Justiça ainda intimou a  Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Águas Belas e a Casa Azul (centro especializado em autismo localizado no município) para que, caso assim entendam, prestem informação sobre a situação da educação inclusiva local.

A Promotora de Justiça Andréa Griz ingressou com a ação civil após várias reclamações individuais de estudantes com necessidades educacionais específicas, revelando a falta de recursos estruturais e humanos de atendimento adequados às suas condições peculiares. Também foi relatada a recusa do município em disponibilizar profissionais capacitados a atender as necessidades das crianças com deficiência.

Ainda foram identificadas outras carências, a exemplo de falta de professor especializado para assistir os alunos, que são acompanhados na maioria das vezes por estagiários, bem como a ausência de sala de recursos multifuncionais em algumas unidades de ensino.