MPPE, CPRH e Cipoma flagram irregularidades em área de preservação às margens do Rio Paratibe - CAOs
MPPE, CPRH e Cipoma flagram irregularidades em área de preservação às margens do Rio Paratibe
13/07/2023 - Com o objetivo de colher informações sobre denúncias de supressão de vegetação em área de preservação permanente (APP) às margens do Rio Paratibe, em Paulista, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, no dia 5 de julho, vistoria conjunta com a Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) e a Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma).
“As condutas verificadas na vistoria constituem grave violação às normas legais e regulamentares que protegem o Meio Ambiente. Decerto, as condutas e atividades que, de qualquer modo, vierem a lesar o meio ambiente devem ensejar aos infratores as penalidades previstas na legislação, bem como a obrigação de reparar, mitigar ou compensar os danos causados. Tendo isso em vista, estamos dando continuidade às investigações e às incursões necessárias para a adoção das medidas cabíveis. No momento, para subsidiar a atuação ministerial, foi concedido um prazo para que a CPRH encaminhe um relatório técnico sobre o que foi apurado até aqui”, narrou a Promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Paulista, Mirela Iglesias.
Durante a vistoria foram constatadas diversas irregularidades, como: supressão de vegetação, aterramentos e construções irregulares em APP sem as devidas licenças ambientais expedidas pelo órgão competente, máquina a serviço da Prefeitura trabalhando em APP sem o licenciamento, e ainda, o descumprimento do embargo aplicado anteriormente pela CPRH.
Na oportunidade, a CPRH lavrou três autos de infração e multas contra a Prefeitura de Paulista, tanto pelas intervenções irregulares, como pelo descumprimento do embargo aplicado anteriormente. Além de notificar e autuar a Igreja do Amor, localizada na Rodovia PE-22, pela construção de obra irregular em APP.
Participaram da vistoria a 4ª Promotora de Justiça de Defesa da Cidadania de Paulista (Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo), Mirela Iglesias; e a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAO Meio Ambiente), Promotora de Justiça Belize Câmara.
Quatro inquéritos civis tramitam na 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Paulista para averiguar denúncias de supressão continuada em Área de Preservação Permanente (APP), às margens do Rio Paratibe, em Paulista, à míngua da observância do devido Licenciamento Ambiental, tanto por parte de empreendimentos, quanto por parte da Prefeitura do Paulista.
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15/09/2026
MPPE recomenda a criação do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres no prazo de 90 dias
15/09/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Iati, recomendou que a Prefeitura institua, formalmente, um Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e crie o Fundo Municipal de Políticas para as Mulheres, com orçamento específico previsto nos instrumentos orçamentários do Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA).
A recomendação é para que, num prazo de 90 dias, se crie formalmente, por meio de lei, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres. A criação do órgão deve conter a definição da sua composição, atribuições e calendário de atividades. Além disso, o município deve criar e regulamentar o Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres, com definição orçamentária baseada no PPA, LDO e LOA.
A gestão municipal deve constituir a Câmara Técnica Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e promover uma Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, preferencialmente em articulação com a V Conferência Nacional. Da mesma forma, foi recomendada a elaboração de um Plano Municipal de Metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme determina a Lei nº 14.899/2024.
Por último, deverá ser feita a estruturação formal de um Centro de Atendimento à Mulher (CEAM ou equipamento equivalente) com serviços especializados, equipe multidisciplinar e funcionamento em coerência com as diretrizes nacionais.
A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Jouberty Emerson Rodrigues de Sousa, reiterou que a existência de um Conselho Municipal dos Direitos em Iati constitui um órgão de controle social que viabiliza a participação da sociedade civil na formulação, no acompanhamento e na fiscalização das políticas públicas municipais voltadas às mulheres.
A íntegra do documento pode ser consultada no Diário Oficial do MPPE do dia 14 de setembro de 2026.




