MPPE participa de vistoria para conferir situação das fiações expostas no Sítio Histórico - CAOs
MPPE participa de vistoria para conferir situação das fiações expostas no Sítio Histórico
14/12/2023 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) participou, nesta quinta-feira (14), de vistoria no Sítio Histórico de Olinda para averiguar a situação das fiações elétricas e de telefonia, pela forma e disposição em que se encontram, o que pode caracterizar crime ambiental em face do não embutimento dos fios.
As Promotoras de Justiça Maísa Oliveira, que atua na Defesa do Patrimônio Histórico e Meio Ambiente de Olinda; Belize Câmara, Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente; e Isabel de Lizandra, da Central de Inquéritos de Olinda; seguiram pelas ladeiras e ruas conferindo ao lado das equipes da Procuradoria do Município e Secretaria de Patrimônio Histórico e Cultural, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE) e Laboratório de Paisagem da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Segundo o Procurador Geral de Olinda, Rafael Carneiro Leão, em ofício ao IPHAN, a Prefeitura de Olinda já havia identificado elementos na paisagem do Sítio Tombado que podem alterar o aspecto ou estrutura de edificação ou local especialmente protegido por lei, em razão de seu valor paisagístico, ecológico, turístico, artístico, histórico, cultural, religioso, arqueológico, etnográfico ou monumental. Assim, ele reforçou a tipificação de crime ambiental cometido pelas concessionárias de energia elétrica, dados e de telefonia pela forma e disposição atual da infraestrutura.
Da parte do MPPE, há a cobrança para que o Município atue nesse sentido. “O Município ingressou com ação judicial contra a concessionária de energia elétrica na esfera cível, mas há a possibilidade de configurar crime ambiental por dano à paisagem, por isso a Promotora da Central de Inquéritos também acompanhou a vistoria”, comentou a Promotora de Justiça Maísa Oliveira. “Outra situação verificada in loco é que há postes com fios de alta tensão em locais que geram grande aglomeração de pessoas no período do Carnaval, o que demanda ainda essa atuação para resguardar vidas”, acrescentou ela.
Após a vistoria, será elaborado um relatório pelos órgãos técnicos e o MPPE irá avaliar eventual configuração do crime ambiental.
Vistoria buscou identificar características de crime ambiental
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