CENTRO DE APOIO OPERACIONAL

MPPE promove audiência para debater estrutura de segurança e prevenção de incêndios das unidades de acolhimento de crianças e adolescentes

12/05/2023 - Em audiência realizada na terça-feira (9), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) colocou em discussão a estrutura das unidades de acolhimento de crianças e adolescentes do Recife, como forma de prevenir incêndios, a exemplo do ocorrido no dia 14 de abril último, no Lar Paulo de Tarso, no bairro do Ipsep. No encontro, realizado na sede das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude da Capital, no bairro da Boa Vista, foram discutidas medidas para incrementar ações quanto à prevenção a riscos de incêndios nesses serviços.

No inquérito civil instaurado já havia sido acordado com o comandante do Corpo de Bombeiros um cronograma de visitas nas unidades de acolhimento do Recife, o que já está em fase final de conclusão. Na audiência, ficou deliberado com os participantes, a produção de planos de segurança e de capacitações de profissionais e de acolhidos, a ser definido juntamente pelo Corpo de Bombeiros e cada uma das unidades.

 

Conduzida pelas Promotoras de Justiça do MPPE, Jecqueline Guilherme Aymar Elihimas e Rosa Maria Salvi da Carvalheira, a audiência contou com a participação da Secretária de Desenvolvimento Social, Juventude, Política sobre Drogas e Direitos Humanos da Cidade do Recife (SDSJPDDH), Ana Rita Suassuna; de representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas (SDSCJ); do Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Cantarelli, e diversos gestores das instituições de acolhimento governamentais e não governamentais da capital.

A Promotora Jecqueline Elihimas destaca que na reunião foi acordado que até o próximo dia 19 de maio, o Corpo de Bombeiros deve enviar para o procedimento, informações sobre as datas definidas para as capacitações e planos de emergência, formação de multiplicadores nas unidades, dentre outros, independente das medidas estruturais que podem ser cobradas das casas que apresentarem deficiências, conforme seja detectado nas inspeções em curso. A proposta é que o Corpo de Bombeiros possa, ainda, realizar palestras para crianças e adolescentes nas unidades e disponibilizar material informativo, como cartilhas e vídeos, com orientações sobre o tema.

Também até o dia 19 de maio, a SDSJPDDH e SDSCJ devem informar ao Ministério Público sobre a possibilidade de elaboração de material lúdico didático específico - em parceria com o Corpo de Bombeiros - voltado para crianças e adolescentes com orientações de segurança, primeiros socorros, casos de risco e emergência.


 

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18/07/2024

Central de Libras garante atendimento a pessoas com deficiência auditiva no MPPE


18/07/2024 - Em qualquer município do Estado, as pessoas com deficiência auditiva que desejam acessar os serviços do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contam com a Central de Libras para auxiliar no seu atendimento. 

Mesmo se não houver alguém capacitado em Libras na Promotoria de Justiça do município, o MPPE fornece um atendimento remoto com a Central de Libras, que será acionado por algum servidor local, e o atendimento se dará por videochamada ou pelo Google Meet (celular) ou pelo Google Duo (computador).

O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Lembrando que a Ouvidoria do MPPE também tem um canal para atendimento em Libras via WhatsApp: (81) 99316-2600 ou pelo link bit.ly/ouvidoriamppe-libras 

A Central de Libras faz parte do Núcleo da Pessoa com Deficiência (NPCD), sob a coordenação do Centro de Apoio Operacional em Defesa da Cidadania (CAO Cidadania).


17/07/2024

MPPE participa de encontro para elaboração de Plano Municipal de Políticas sobre Drogas
Encontro foi muito proveitoso e houve avanços nos debates 

17/07/2024 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) participou de um encontro para iniciar as discussões para a construção do Plano Municipal de Políticas sobre Drogas de Olinda. Tratou-se do “Seminário Intersetorial de Políticas sobre Drogas - a prevenção e o cuidado é papel de todos”.

No evento, os participantes buscaram traçar um perfil prévio de cada política e iniciar o diagnóstico territorial, observando potencialidades e fragilidades; assim como definir eixos estratégicos e atividades; além de criar comissão intersetorial para elaboração do plano, identificando atores necessários.

A Promotora de Justiça Soraya Dutra representou o MPPE na reunião. “A Secretaria de Políticas Públicas sobre Drogas de Olinda convidou vários atores envolvidos na execução dessa política pública, a Saúde, a Educação, a Cultura, a Assistência Social, representantes de equipamentos diversos da Rede de Atenção Psicossocial, o Estado, através do Conselho de Políticas sobre Drogas, o pessoal do Movimento População de Rua, enfim, vários segmentos, a fim de traçarmos os eixos estratégicos de atuação. Pelo Ministério Público, participei na formulação dessa política”, comentou ela.

“O Ministério Público, como fiscal da lei e indutor de políticas públicas, se fez presente no evento e se manterá atuante na execução da política de saúde mental dentro do território, à luz dos princípios da reforma psiquiátrica. No próximo dia 25, haverá, inclusive, um seminário organizado pela Escola Superior do MPPE, em parceria com a Fiocruz (produto técnico do mestrado em saúde coletiva, meu e da colega Maria José, Promotora de Justiça de Nazaré da Mata) que versa sobre a atuação do Ministério Público no Movimento de Reforma Psiquiátrica Brasileira, oportunidade em que também será abordada a política de saúde mental voltada para pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas, que estão fora da rede de atenção psicossocial. Assim, traremos Promotores e Promotoras de Justiça para um diálogo direto, junto à Gerência de Saúde Mental do Estado, secretários de Saúde e demais trabalhadores da rede de atenção psicossocial. O seminário objetiva fomentar essa política pública de forma concreta dentro dos municípios do Estado de Pernambuco, contando com a atuação dos Promotores de Justiça”, completou Soraya Dutra.

Segundo a Promotora de Justiça, o encontro, que se deu no Shopping Patteo, em 10 de julho, foi muito proveitoso e houve avanços nos debates. “O MPPE esteve presente para entender, tomar decisões e construir em conjunto essa política, que versará sobre tratamento e acolhimento das pessoas”, avaliou. 

Ela recorda que ao assumir o posto de Promotora de Justiça, na área criminal, em Olinda, percebeu que muitas pessoas com diagnóstico de dependência química chegavam às audiências de custódia pela prática de crimes. “Elas estavam dentro do sistema de política criminal, mas fora do sistema de saúde pública”, afirmou. “A saúde mental, depois do movimento de reforma psiquiátrica, é feita através de equipamentos abertos, que estão dentro da comunidade. E nesses equipamentos, especificamente os CAPS, a atenção básica, a equipe de saúde da família, a equipe que trabalha com população de rua e a que atende os leitos hospitalares devem trabalhar com comunicação entre si. Um cuidado de forma integral. Então, o tratamento não é só através de medicamento ou com um médico, mas com acompanhamento de uma equipe interprofissional, para que o usuário possa estar inserido na comunidade”, acrescentou a Promotora de Justiça.

ATUAÇÃO ANTERIOR - No primeiro semestre de 2024, o MPPE realizou uma audiência para discutir as ações de prevenção e atendimento especializado às crianças e adolescentes em situação de uso de substâncias psicoativas de Olinda. Entre as deliberações se decidiu pela apresentação de um projeto de lei para criação de um Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas.

O MPPE pontuou a quase inexistente de promoção de serviço de psicoterapia para crianças e adolescentes, ausência de Programa de Abordagem Social de Rua especializado e baixa eficácia dos fluxos de atendimento e cuidado especializado para situações em que os jovens já apresentem o uso do crack.

Na ocasião, a Prefeitura de Olinda se comprometeu a elaborar um projeto de lei para a criação do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas.


17/07/2024

MPPE recomenda a municípios que elaborem planos para convivência familiar e comunitária
Municípios deverão promover o acolhimento de todas as crianças e adolescentes que necessitarem

17/07/2024 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou aos municípios de Tacaratu e Jatobá o desenvolvimento de seus respectivos Planos Municipais de Convivência Familiar e Comunitária.

A recomendação foi feita pela Promotora de Justiça de Petrolândia (responsável por Jatobá e Tacaratu), Nycole Sofia Teixeira Rego, orientando os municípios a implementarem o serviço de acolhimento institucional com estrutura física, recursos materiais e quadro de pessoal no prazo de 6 meses.

A Promotora destaca, no texto da recomendação, que a criação de abrigo para crianças e adolescentes em situação de risco constitui prioridade social, direito protegido pela Constituição Federal (artigo 227) e pela Lei nº 8.069/90, que dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.

Enquanto não implementado o serviço de acolhimento institucional, os municípios deverão, ainda assim, promover o acolhimento de todas as crianças e adolescentes que necessitarem, sejam aqueles encaminhados pela autoridade judiciária, ou excepcionalmente, pelo Conselho Tutelar.
A íntegra do documento foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE do dia 10 de julho.