MPPE promove debate sobre a garantia de cultura, esporte e lazer para as crianças e adolescentes que vivem em casas de acolhimento - CAOs
MPPE promove debate sobre a garantia de cultura, esporte e lazer para as crianças e adolescentes que vivem em casas de acolhimento
17/07/2023 - Na manhã da quinta-feira (13), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoveu audiência para tratar da articulação de serviços que possam garantir a efetivação de direitos de acesso às atividades de cultura, esporte e lazer durante o período de férias das crianças e adolescentes que vivem em abrigos.
Conduzida pela Promotora de Justiça Jecqueline Guilherme Aymar Elihimas, a reunião virtual contou com a participação de representantes de secretarias e órgãos do Estado e da Prefeitura da Cidade do Recife. Presentes, ainda, gestores da Instituição de Acolhimento Lar Paulo de Tarso, Casa Raio de Luz, Casa Doce Lar, Casa Acalanto, Casa Vovó Geralda, Casa Aconchego, CAT Acolher, Lar do Nenén, Casa da Madalena, Lar Esperança, Abrigo Jesus Menino, Casa de Acolhimento Novos Rumos e Lar Batista Elizabeth Mein.
Para promover a troca de informações e a articulação entre as casas e os serviços disponibilizados pelos órgãos, foi deliberado no encontro, a criação imediata de um grupo de whatsapp dos participantes. Por este canal, as instituições vão informar dados dos acolhidos, como faixa etária, quantitativo e especificidade de cada um – tipo de deficiência, se há algum com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo –, além das atividades já ofertadas para o corrente mês de julho. “Foi uma audiência muito proveitosa, com troca simultânea de informações”, avaliou a Promotora de Justiça Jecqueline Elihimas.
Na audiência foi acordado, ainda, que as casas farão o levantamento das principais dificuldades encontradas na elaboração da programação infantojuvenil e de apresentar sugestões para a construção de fluxo a ser usado nas próximas férias das crianças e adolescentes acolhidos.
Relatório com essas e outras informações deverá ser encaminhado por e-mail para a 32ª e 33a Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, até o dia 5 do mês de agosto próximo. Também neste prazo, as instituições devem adotar medidas para aprimorar a articulação com os demais órgãos participantes da reunião e apontar outros atores que possam ser convidados para integrar o grupo.
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A recomendação é para que, num prazo de 90 dias, se crie formalmente, por meio de lei, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres. A criação do órgão deve conter a definição da sua composição, atribuições e calendário de atividades. Além disso, o município deve criar e regulamentar o Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres, com definição orçamentária baseada no PPA, LDO e LOA.
A gestão municipal deve constituir a Câmara Técnica Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e promover uma Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, preferencialmente em articulação com a V Conferência Nacional. Da mesma forma, foi recomendada a elaboração de um Plano Municipal de Metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme determina a Lei nº 14.899/2024.
Por último, deverá ser feita a estruturação formal de um Centro de Atendimento à Mulher (CEAM ou equipamento equivalente) com serviços especializados, equipe multidisciplinar e funcionamento em coerência com as diretrizes nacionais.
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A íntegra do documento pode ser consultada no Diário Oficial do MPPE do dia 14 de setembro de 2026.




