CENTRO DE APOIO OPERACIONAL

MPPE recomenda adequações físicas e reforço no quadro de pessoal de casa de acolhimento para crianças e adolescentes

23/05/2024 - Para assegurar a proteção integral aos direitos de crianças e adolescentes que residem na Casa Acolher, em Arcoverde, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao prefeito e à secretária de Assistência Social do município implementar melhorias estruturais e no quadro de pessoal da instituição, que no momento não oferece a segurança exigida para os acolhidos.

A primeira providência recomendada pelo MPPE é a troca ou renovação do mobiliário da unidade, a fim de substituir guarda-roupas, armários de cozinha e sofá quebrados.

Além disso, o Promotor de Justiça Michel Campêlo recomendou a recuperação do telhado da área de apoio da piscina do imóvel onde funciona a Casa Acolher, tendo em vista o risco de desabamento da coberta. Nesse cômodo são realizadas as atividades de cunho psicológico e pedagógico com as crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional. Essas providências devem ser concluídas em até 30 dias.

Já com relação ao quadro funcional, o Ministério Público alerta para os prejuízos da rotatividade de profissionais, o que prejudica o desenvolvimento das rotinas de acompanhamento pedagógico e psicológico dos acolhidos. O caso mais grave diz respeito à ausência de um professor de apoio pedagógico, função que permanece vaga desde o final de 2023.

"Em menos de um mês ocorreram mudanças no corpo de funcionários, como psicólogos e assistentes sociais, bem como essa ausência do apoio pedagógico. As mudanças constantes de equipe prejudicam a consolidação dos planos de ação definidos para as crianças e adolescentes acolhidos, gerando prejuízo ao trabalho de reintegração desses indivíduos em formação", destacou Michel Campêlo.

O Promotor de Justiça Michel Campêlo relata, no texto da recomendação, que as deficiências da Casa Acolher foram observadas durante inspeções periódicas realizadas na entidade pela 2ª Promotoria de Justiça de Arcoverde.

Nas visitas o MPPE identificou que o imóvel apresenta avarias estruturais, que o registro de vistoria do Corpo de Bombeiros não foi emitido e que o registro da Vigilância Sanitária estava vencido.

A gestão municipal tem um prazo de 15 dias para informar ao MPPE se acata ou não as medidas previstas na recomendação, que foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE do dia 22 de maio.


 

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15/09/2026

MPPE recomenda a criação do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres no prazo de 90 dias
A gestão municipal deve constituir a Câmara Técnica Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e promover uma Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres

 

15/09/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Iati, recomendou que a Prefeitura institua, formalmente, um Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e crie o Fundo Municipal de Políticas para as Mulheres, com orçamento específico previsto nos instrumentos orçamentários do Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA).

A recomendação é para que, num prazo de 90 dias, se crie formalmente, por meio de lei, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres. A criação do órgão deve conter a definição da sua composição, atribuições e calendário de atividades. Além disso, o município deve criar e regulamentar o Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres, com definição orçamentária baseada no PPA, LDO e LOA.

A gestão municipal deve constituir a Câmara Técnica Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e promover uma Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, preferencialmente em articulação com a V Conferência Nacional. Da mesma forma, foi recomendada a elaboração de um Plano Municipal de Metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme determina a Lei nº 14.899/2024.

Por último, deverá ser feita a estruturação formal de um Centro de Atendimento à Mulher (CEAM ou equipamento equivalente) com serviços especializados, equipe multidisciplinar e funcionamento em coerência com as diretrizes nacionais.

A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Jouberty Emerson Rodrigues de Sousa, reiterou que a existência de um Conselho Municipal dos Direitos em Iati constitui um órgão de controle social que viabiliza a participação da sociedade civil na formulação, no acompanhamento e na fiscalização das políticas públicas municipais voltadas às mulheres.

A íntegra do documento pode ser consultada no Diário Oficial do MPPE do dia 14 de setembro de 2026.