CENTRO DE APOIO OPERACIONAL

PGJ e outros membros do MPPE participam de ato no 31 de março que reverencia Cândido Pinto e defende a democracia

O painel de azulejo, com informações que resgatam a história, foi fixado no local onde ocorreu o atentado político


02/04/2025 - No Dia Estadual das Diretas Já, o projeto História nas Paredes, do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), inaugurou, juntamente com movimentos sociais  e a Prefeitura do Recife, painel em homenagem ao engenheiro Cândido Pinto de Melo, numa das cabeceiras da Ponte da Torre, que leva seu nome desde 2002. Líder estudantil e militante pela democracia, Cândido Pinto ficou paraplégico aos 21 anos, depois de ser baleado por agentes da ditadura militar em 28 de abril de 1969. O painel de azulejo, com informações que resgatam a história, foi fixado no local onde ocorreu o atentado político. 

“Esse ato surgiu com o propósito de ressignificar a data 31 de março, para rechaçar o Golpe de 1964, afirmando os valores democráticos e as bases do Estado Democrático de Direito”, explicou o Promotor de Justiça José Soares, que também é membro efetivo do Instituto Arqueológico e abriu o evento na segunda-feira.

A reverência à memória de Cândido Pinto deu-se por dois grupos do movimento estudantil da Faculdade de Direito do Recife. “Temos que lembrar para rejeitar sempre qualquer proposta autoritária, ditadura nunca mais”, lembrou Soares.

Para o Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier, “não existe promoção da justiça sem o livre exercício da cidadania, nem há democracia sem acesso igualitário de toda a população a direitos sociais como educação, saúde e alimentação”. No discurso, lembrou das famílias pernambucanas que não têm garantida uma refeição sequer por dia. Enquanto sociedade civil ou organismo estatal, completou o PGJ, “devemos estar permanentemente vigilantes para garantir o estado democrático de direito, que nos dá a liberdade de concordar, discordar, escolher nossos representantes, expressar opiniões e atuar pela transformação social”.

Familiares de Cândido Pinto, falecido em 2002, estiveram presentes ao ato. A sobrinha do engenheiro, Camila Melo, falou da emoção em receber a homenagem ao tio e do significado do resgate da memória da luta democrática nos tempos atuais. “O atentado ao meu tio Cândido refletia um momento de virulência política muito forte no Brasil e hoje nós vivemos a ameaça à democracia novamente. Essa homenagem é também a todos os perseguidos e desaparecidos que lutaram contra a ditadura”.

Luiz Cláudio Arraes, um dos filhos do ex-governador Miguel Arraes, deposto pelo Golpe de 1964, também compareceu ao ato. “Essa homenagem a Cândido Pinto é muito importante. Acredito que a memória, nesse ano que passou, foi preservada muito mais pela arte, pelo movimento das pessoas, pela justiça do que pelo movimento político. Quando vejo aqui representantes de entidades e de órgãos, das diversas profissões, fico mais tranquilo com a solidez da democracia”, disse.

George Cabral, presidente do IAHGP, informa que o projeto História nas Paredes já distribuiu 300 paineis nos últimos dez anos no Recife e em outros municípios pernambucanos, registrando fatos históricos, o que preserva a memória para novas gerações.

Inauguração de memorial em homenagem à Cândido Pinto de Melo na Ponte da Torre

Mais Notícias


19/03/2026

Encontro com a rede de proteção à mulher do Agreste marca o início da interiorização do Ciranda Lilás
A iniciativa integrou a programação de ações institucionais realizada pelo Rota MPPE na Capital do Agreste.

 

19/03/2026 - O projeto institucional Ciranda Lilás, lançado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em setembro de 2025, iniciou seu processo de interiorização nesta quarta-feira (18) com a realização de um evento que reuniu gestoras e gestores da rede de proteção à mulher das 18 cidades que compõem a 6ª Circunscrição Ministerial, que tem Caruaru como cidade polo. A iniciativa integrou a programação de ações institucionais realizada pelo Rota MPPE na Capital do Agreste.

"O Ciranda Lilás constitui projeto de integração e fortalecimento da rede de proteção a toda e qualquer forma de violência contra a mulher. O MPPE, através do Núcleo de Apoio à Vítima, tem procurado acompanhar os casos de feminicídio de ponta a ponta, da apuração do fato criminoso à sentença condenatória, para assegurar a efetiva punição do agente é minimizar os efeitos do machismo estrutural. E estamos aqui trazendo essa mensagem para que, do litoral ao sertão, todos se juntem e deem as mãos nessa grande roda de ciranda, cada qual no exercício de suas atribuições, no intuito de fortalecer a rede que acolhe e atende essas vítimas da violência de gênero. As mulheres precisam ter a segurança que os órgãos estatais irão protegê-las para o livre exercício de seus direitos", reforçou o Procurador-Geral de Justiça José Paulo Xavier.

A coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher (NAM), Promotora de Justiça Maísa Oliveira, apresentou as diretrizes principais do projeto e convidou as representantes de gestões municipais a compartilhar com o MPPE informações sobre a atual situação da rede em cada cidade.

"De fato, o que a gente precisa é dessa união da rede para enfrentar esses números de violência contra a mulher. Nossa atuação enquanto MP é acompanhar e fiscalizar as ações governamentais e como elas se traduzem na efetivação das políticas públicas para as mulheres", acrescentou Maísa Oliveira.

Ela apontou que a 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher mostra que apenas 28% das mulheres vítimas de violência procuraram delegacias especializadas e 11% acionaram o Ligue 180, enquanto a maioria das mulheres comunica as agressões a familiares, igreja e amigos.

"Portanto, precisamos nos questionar sobre que rede de atenção estamos ofertando a essas mulheres", complementou a coordenadora do NAM.

O evento foi concluído com a abertura do espaço de fala para gestoras municipais, representantes de órgãos da rede de proteção e ativistas, que trouxeram informações sobre situações vivenciadas nos municípios da região.

Ciranda Lilás 


18/03/2026

Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais divulga nota sobre qualificação no enfrentamento à violência de gênero
A Corregedora-Geral do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Maria Ivana Botelho Vieira da Silva, participou do encontro. 


 

18/03/2026 - O Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNCGMPEU), em reunião realizada nos dias 10 e 11 de março, em Brasília, deliberou a publicação de uma nota pública, reafirmando seu compromisso institucional com a defesa dos direitos fundamentais e com o enfrentamento firme e permanente da violência doméstica e familiar contra a mulher. A Corregedora-Geral do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Maria Ivana Botelho Vieira da Silva, participou do encontro. 

Segundo a nota, foi deliberada a instituição de Grupo de Atuação Temática específico, com a atribuição de desenvolver diretrizes nacionais, promover estudos técnicos e propor parâmetros de atuação, visando à uniformização de procedimentos e ao aprimoramento contínuo das atividades das Corregedorias do Ministério Público em todo o país.

Confira a íntegra do documento neste link.


12/03/2026

MPPE instala Banco Vermelho na Sede de Promotorias de Justiça
O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instalou, na quarta-feira (11), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Caruaru, um Banco Vermelho, ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A ação, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru e da 11ª Promotoria de Justiça Criminal de Caruaru, é fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal da Mulher  e fundamenta-se na Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu a campanha em âmbito nacional. O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização, exibindo canais de denúncia, como o Ligue 180.

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de mobilização contra o feminicídio e representa a memória das vítimas de violência de gênero, reforçando a importância da denúncia, proteção, conscientização e fortalecimento das políticas públicas voltadas a mulheres.

O promotor de Justiça Itapuan Vasconcelos comentou que a ação acentua o compromisso institucional do Ministério Público de Pernambuco com a promoção dos direitos humanos e a defesa da vida, dignidade e direitos das mulheres. A coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher, promotora de Justiça Maísa Oliveira, ressaltou a atuação do Ministério Público na proteção das vítimas, na responsabilização dos agressores e no fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, ressaltando a importância da articulação entre o Ministério Público e a gestão municipal. 

Para a Promotora de Justiça Sarah Lemos Silva, que atua na vara de violência doméstica e familiar contra a mulher em Caruaru, “a instalação do banco na sede das Promotorias de Justiça de Caruaru era a confirmação que o Ministério Público de Pernambuco é um local seguro para o acolhimento de meninas e mulheres, além de um lembrete permanente do dever funcional, de todos que compõe o órgão, de acolher as mulheres vítimas de violência e atuar com perspectiva de gênero. A promotora ainda fez um chamado aos homens, reforçando que o MP também é um local seguro para eles se informarem e refletirem sobre o papel dos homens no enfrentamento dessa violência”.

Além de membros e servidores do MPPE, a solenidade contou com a presença do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro; da vice-prefeita, Dayse Silva; de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Ordem dos Advogados do Brasil; oficiais da Polícia Militar; instituições públicas e sociedade civil. Os integrantes da mesa de honra destacaram a importância da atuação integrada das instituições na gestão de riscos e no acolhimento humanizado das vítimas.