Paulista: Empresas parceiras de programa pela contratação de jovens aprendizes recebem homenagem do MPPE - CAOs
Paulista: Empresas parceiras de programa pela contratação de jovens aprendizes recebem homenagem do MPPE
24/04/2023 - Nesta segunda-feira, 24 de abril, Dia Internacional do Jovem Trabalhador, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através da Sede de Promotorias de Justiça de Paulista, homenageou as empresas, entidades públicas e jovens aprendizes que fazem parte do Programa MPPE Parceiro da Aprendizagem. O programa tem como propósito incluir adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade, egressos ou em cumprimento de medidas socioeducativas e adolescentes acolhidos nas casas de acolhimento institucional do município, especialmente sensibilizando empresas e entidades públicas a contratarem tais jovens dentro dos termos da Lei nº 10.097/2000 (Lei do Aprendiz).
“Queremos sensibilizar as empresas sobre a importância de dar oportunidade a esses jovens e muitas já abriram as portas a eles. É uma chance de tirá-los da invisibilidade e da exclusão, contribuindo para o progresso não somente deles, mas das famílias e da comunidade”, comentou a Promotora de Justiça Rafaela Melo, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania (Infância e Juventude) e é idealizadora do Programa MPPE Parceiro da Aprendizagem. “O MPPE dá um exemplo, pois já conta com dez jovens aprendizes em seus quadros”, lembrou ela.
O feedback que o MPPE tem sobre os jovens contratados é o melhor possível. Segundo o Gerente de Recursos Humanos das Indústrias Raymundo da Fonte, Davison Santiago Silva, os adolescentes fazem a diferença na empresa. “Temos a oportunidade de transformar vidas e, em contrapartida, recebemos dedicação e responsabilidade da parte deles”, afirmou ele.
Victor Demétrios e Endrio Vinicíus são dois dos aprendizes na Raymundo da Fonte. Eles demonstram satisfação e empenho pela chance recebida. “Com esse programa, consegui desenvolver experiência e posso me desenvolver cada vez mais, construindo meu futuro em novas empresas”, assegurou Endrio. “Só tenho a agradecer por me darem oportunidade. Passei a ter uma visão diferente da vida, especialmente na área profissional”, garantiu Victor.
A Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Infância e Juventude (CAO Infância e Juventude), Aline Arroxelas, frisou que parcerias desse tipo com empresas e entidades públicas são de vital importância para que os direitos e a cidadania dos jovens sejam garantidos. “É necessário que o engajamento de todos ocorra para transformar a realidade de quem está em situação de vulnerabilidade. Esse programa deve servir de exemplo a outros municípios”, concluiu ela.
A Procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Jaílda da Silva Pinto, atentou que a qualificação profissional traz motivação aos jovens aprendizes. “Eles se tornam experientes e competitivos. Ganham o direito à profissionalização e à educação. Além da educação profissional, precisam estar matriculados e frequentando a escola”, esclareceu a Procuradora.
A Defensora Pública Ana Cláudia Costa de Lima, que atua na Vara da Infância e Juventude, em Paulista, parabenizou o MPPE: “Muitos agentes trabalhando de forma coletiva, sensibilizados pela melhoria de vida desses adolescentes”. Já o Juiz Ricardo Leitão Júnior, também da Vara da Infância e Juventude, em Paulista, sublinhou a importância da educação: “É uma aprendizagem constante, que abre as possibilidades de vida e melhora o modo de enxergar essas possibilidades”.
Para o Prefeito de Paulista, Ives Ribeiro, a importância da oportunidade que é conferida “a essas moças e rapazes é fundamental. Lembro do meu primeiro emprego quando também era jovem e como ele me transformou. Vamos atrás de mais chances e convencimento das empresas para que as portas sejam abertas”, salientou o Prefeito.
Parceiros - os selos Empresa Solidária Parceira da Aprendizagem foram entregues a Indústrias Raymundo da Fonte, Atacadão Paulista, Novo Atacarejo e Fórum de Paulista.
Até o momento, mais de 60 jovens participaram de seleções para preenchimento de vagas nas empresas.
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03/09/2026
MPPE orienta pais de estudantes neurodivergentes sobre direitos relacionados à educação especial
04/09/2026 - A Promotoria de Justiça do Brejo da Madre de Deus, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, promoveu, na segunda-feira (31), um encontro voltado à orientação de pais e mães de crianças e adolescentes neurodivergentes, matriculados nas redes municipal e estadual de ensino. A atividade teve como objetivo esclarecer direitos e deveres relacionados à educação especial na perspectiva inclusiva, além de promover a escuta das famílias sobre situações vivenciadas no cotidiano escolar.
Realizado das 9h às 12h, na Escola de Referência do Ensino Médio (EREM) André Cordeiro, no Centro de Brejo da Madre de Deus, o encontro reuniu pais e mães de alunos, representantes da Secretaria Municipal de Educação e profissionais das áreas de educação e de assistência social do município.
Além da exposição do conteúdo, o encontro proporcionou um espaço de diálogo e escuta. Os participantes puderam relatar experiências e apresentar situações enfrentadas por crianças, adolescentes e suas famílias no ambiente escolar, contribuindo para a identificação de desafios e para o debate sobre possíveis caminhos para fortalecer as políticas de inclusão educacional no município.
A palestra do coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAO Educação), promotor de Justiça Maxwell Vignoli, realizada de forma online, e as interações realizadas durante o encontro foram gravadas. O material poderá ser disponibilizado aos interessados mediante solicitação à Promotoria de Justiça de Brejo da Madre de Deus, por meio do e-mail institucional da unidade: pjbrejo@mppe.mp.br.
02/09/2026
MPPE reúne 513 agentes de segurança no Dia C de Capacitação nacional em perspectiva de gênero
02/09/2026 - Reunindo um público de 513 agentes de segurança, entre policiais militares e civis, bombeiros, guardas municipais e representantes das Forças Armadas, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deu sua contribuição nesta quarta-feira (2) ao Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública. A ação, com cursos simultâneos em todos os estados do país para qualificar o acolhimento a mulheres e meninas vítimas de violência, foi uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a Escola Nacional de Segurança Pública, o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG), Ministério das Mulheres e Ministérios Públicos Estaduais, entre outras instituições.
“A integração, capacitação e troca de expertises interinstitucionais só fortalecem a rede de proteção para que a segurança pública seja cada vez mais um instrumento de cidadania e promoção da vida de mulheres e meninas no nosso estado e no Brasil”, afirmou o Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Xavier, na abertura da capacitação presencial no Recife. O evento, das 9h às 18h, foi realizado no Centro Cultural Rossini Alves Couto, com 327 participantes, e palestras de representantes do MPPE e da Polícia Civil que atuam no enfrentamento da violência doméstica e apoio às vítimas. Houve transmissão on-line no interior, para turmas em Caruaru, Garanhuns, Afogados da Ingazeira e Petrolina.
Para a promotora de Justiça Maísa Oliveira, coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher do MPPE e integrante do Comitê Permanente de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do CNPG (Copevid), a capacitação foi um sucesso. Todas as vagas foram preenchidas e houve interação durante as aulas, com reflexão e orientação acerca de situações da rotina. “É um dever do estado prevenir, proteger, investigar e responsabilizar sem provocar discriminações ou estereótipos. No final do processo, haverá não apenas um agressor responsabilizado, mas uma vítima protegida, resguardada, viva e com seus direitos garantidos. A busca da responsabilização do agressor tem que ser acompanhada da proteção da vítima, esse é nosso principal objetivo”, enfatizou.
ESTUDO DE CASO - Na capacitação foram abordadas questões relacionadas à perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública, acolhimento e atendimento sem revitimização, além de medidas protetivas de urgência e avaliação de risco. Tudo considerando conceituação, normativas e análise de situação-problema. Uma delas tratava de um chamado à polícia feito por vizinhos que ouviam gritos e suspeitavam de um caso de violência doméstica. Quando os policiais chegaram ao local, o casal negou a situação e não havia sinais físicos aparentes de agressão contra a mulher. O que fazer numa situação dessa? Não havendo materialidade do crime que pudesse sustentar uma prisão em flagrante do suposto agressor, a solução indicada foi ampliar a investigação no território e informar à rede de proteção social (centro de referencia municipal de apoio à mulher, serviço de saúde ou Centro de Referência em Assistência Social) para monitorar e oferecer ajuda.
Participantes avaliaram positivamente a oportunidade. Lorena Santiago, agente da Polícia Civil, considerou interessante a abordagem. “Historicamente, sabemos quanto as mulheres acabam sofrendo com isso. Essa perspectiva (trazida pela capacitação) nos ajuda a receber melhor as vítimas de violência”, analisou. Para o policial militar Wagner Vicente “foi bastante esclarecedor”. Segundo ele, na prática, em situação de violência, onde a Polícia Militar geralmente é a primeira a chegar ao local do fato, são dois desafios, o de conduzir o agressor à delegacia e o de acolher a vítima. Saber que pode contar com uma rede de proteção à mulher ajuda no trabalho a ser feito, opinou.
Pelo MPPE, também participaram do Dia C as promotoras de Justiça Ana Clézia Nunes e Rosângela Padela, coordenadoras do Núcleo de Apoio a Vítimas de Crimes e da Central de Inquéritos da Capital, respectivamente, além do promotor de Justiça Fernando Della Latta, coordenador do Centro de Apoio de Atuação Criminal.
A delegada Bruna Falcão, gestora do Departamento de Polícia da Mulher, foi facilitadora no curso, representando as forças de segurança.
O coordenador do CAO Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial, promotor Francisco Ortêncio e a diretora da Escola Superior do MPPE, promotora Carolina de Moura também apoiaram a ação do Dia C.
A abertura da capacitação contou ainda com a presença do secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, dirigentes da Polícia Civil e com os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, coronéis Ivanildo Torres e Eduardo Araripe, além da diretora de Enfrentamento à Violência de Gênero da Secretaria Estadual da Mulher, Ewelyn Cardoso, entre outras autoridades.
01/09/2026
MPPE promove Oficina de Letramento em Diversidade Sexual e de Gênero
1°/09/2026 - O Núcleo LGBTQIAPN+ do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, na última sexta-feira (28/8), a Oficina de Letramento em Diversidade Sexual e de Gênero. O evento ocorreu na Sede das Promotorias de Justiça de Olinda, na Vila Popular, e reuniu Membros, servidores, assessores, estagiários, terceirizados e residentes do MPPE. O objetivo da oficina foi promover a qualificação das equipes para o atendimento adequado à população LGBTQIAPN+ e contribuir para o efetivo tratamento das demandas desse grupo social vulnerabilizado.
Durante a programação, os participantes conheceram a atuação do Núcleo LGBTQIAPN+ e o Protocolo Ministerial de Atendimento à População LGBTQIAPN+. A apresentação foi conduzida pela coordenadora do Núcleo, promotora de Justiça Maria José Mendonça de Holanda Queiroz.
Em seguida, o membro da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e coordenador do Observatório LGBT+ de Pernambuco e do Instituto Fuzuê por Direitos Humanos, Ciro Henrique Santos da Silva, ministrou exposição sobre Letramento LGBTQIAPN+ e as principais demandas da população LGBTQIAPN+ na região.
A atividade também contou com uma dinâmica de discussão em grupos, na qual foram analisados casos práticos relacionados ao atendimento e a possíveis violações de direitos da população LGBTQIAPN+. Na sequência, os grupos apresentaram uma síntese das discussões, com facilitação da Promotora de Justiça Maria José Mendonça de Holanda Queiroz e do bacharel em Direito Ciro Henrique Santos da Silva.
Realizada na modalidade presencial, a oficina teve 50 vagas e integrou as ações de capacitação do MPPE voltadas ao aprimoramento do atendimento institucional e à promoção dos direitos da população LGBTQIAPN+.






